Terminou a festa da bola, Can Orange Angola, e com ela a "redoma" de emoções que se apossou de todos nós de 10 á 31 de Janeiro. Um momento único, fantástico e profundamente enraizado na alegria do povo angolano. Em suma uma festa a altura da vida nacional, sete anos depois do fim da guerra.
Ouça o Debate Informativo: CAN 2010: Balanço e lições.
Mas, para alem da festa ficou a opacidade sobre as contas do campeonato africano das nações. Os números da prova ainda não foram apresentados. Os custos dos estadios, a segurança, o pessoal de apoio relativo a compteição.
O destaque vai para as contas do COCAN- o organismo que o governo criou para coordenar toda a actividade.
O que dizer do premio aos bravos palancas, capitaneados por Kali? O desabafo de Mantoras, segundo qual por pouca utilização pode optar por deixar a selecção tem algum significado?
Uma semana depois do CAN, obviamente se impõe um balanço.
O 11 angolano - e aqui cingimos o nosso debate, foi composto de intrépidos rapazes. Que deram o possível para alcançar quase o "impossível".
Um troféu "exigido" por todos nós, mesmo sabendo que as bases do nosso futebol carecem de melhorias para que a alta competição tenha de facto um viveiro para o nosso futuro. O CAN teve o condão de dar visibilidade á Angola. Trouxe ganhos políticos, também " amargos de boca" pelo incidente, descrito como terrorista, contra o combinado do Togo.
Esta competição teve ainda a possibilidade dos angolanos interagirem em grande com povos de outros pontos do mundo.
Mas o campeonato teve a grande lição de provar aos angolanos, desde o governo ao cidadão que o nosso país é capaz de avançar para grandes realizações.
O futebol mostrou que de Cabinda ao Cunene, corre a veia de angolanos irmanados no sangue de ser protagonistas de grandes provas, mas com trabalho de base por fazer.