Crianças de oito aos 16 anos de idade das comunidades de Salipata, Chapa, Sambaia e Itengo, na província da Lunda Sul, começaram hoje, segunda-feira, a aprender a criar instrumentos musicais tradicionais, com realce para o "Kissange, Kakolondondo, Likembe, Ngoma", entre outros.
De acordo com o responsável do projecto, Victor Gama, a iniciativa, denominada "oficinas de kissange", é uma parceria da Sociedade Mineira de Lwó e a Fundação ESCOM e visa cultivar nas crianças hábitos de criar objectos de valor cultural, com realce para a música.
Segundo Victor Gama, as oficinas começaram no município de Cacuaco, província de Luanda, e deverá envolver alunos e professores de diversas escolas destas comunidades.
Nesta senda, os parceiros distribuíram, nas escolas da comuna de Xá-Cassáu, kits de material escolar, como cadernos, sacolas, esferográficas, réguas e dicionários básicos de língua portuguesa.
Em gesto de agradecimento, a administração comunal manifestou a sua satisfação e apresentou como principal dificuldade a falta de professores e enfermeiros na comuna.
Congresso do Sindicato dos Jornalistas Angolanos e os novos desafios da imprensa: Que expectativas e saídas?
Está aberta a campanha para a liderança do sindicato dos jornalistas angolanos, uma das mais representativas organizações socioprofissional dos fazedores de jornalismo em Angola.
A tão adiada e ao mesmo tempo esperada, quarta assembleia-geral do sindicato prevista para os dias 13 e 14 deste mês, pode configurar um novo rumo na organização, num momento de grandes desafios para a comunicação social angolana.
Nos termos rigorosos dos estatutos, uma assembleia-geral devia ter lugar há dois anos, tendo em conta que a última aconteceu de 15-17 de Novembro de 2004.
A média estatal, busca sair do “colete-de-forças” em que se vê mergulhada, para se afirmar cada vez mais publica, apesar das resistências
A imprensa privada que ainda vai resistindo, procura sair do foco em que se encontro, do aperto financeiro, da falta de publicidade e dos ditames dos endinheirados patrões que num ápice ergueram barricadas de controlo dos conteúdos, especialmente aqueles críticos da situação e dos seus agentes directos ou indirectos.
Há agora, de facto, o risco do desemprego para os colegas que não aceitarem a linha editorial dos novos patrões que compram os semanários.
A preocupação quanto a sobrevivência de alguns órgãos é tanta, que confrades brasileiros lançaram recados a navegação sobre a necessidade de haver liberdade de imprensa, pouca pressão entre outros assuntos.
Na busca de temas relevantes para a discussão, para alem da questão da eleição de um novo corpo directivo, sabemos que a Comissão Deontológica entendeu submeter à deliberação do fórum magno um conjunto de assuntos: a polémica das entrevistas imaginárias (entre a factualidade e a criatividade); a noção da confraternidade; a questão dos ‘comités de especialidade’; o vírus da promiscuidade; o poder do Conselho nacional da comunicação social.
Salta a vista que o sindicalismo angolano, na sua generalidade, parece sofrer da apatia, o que não deixa de afectar os jornalistas. Seria uma falta impressão?
Quanto ao congresso propriamente dito, este é maçado por muita expectativas. Em que pé está a preparação? No plano dos delegados? Da sua acomodação? Do local das reuniões? Da sustentação financeira e outros suportes materiais?
Congresso do Sindicato dos Jornalistas Angolanos e os novos desafios da imprensa: Que expectativas e saídas?
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