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MPLA acusa UNITA de instigar população para desobediência civil.

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mplaO partido no poder em Angola, MPLA, apelou terça-feira, em Luanda, aos seus militantes e à população em geral para manter a calma face "ao incitamento à desobediência civil" por parte do principal partido da oposição, UNITA.

Falando durante uma conferência de imprensa, o secretário do MPLA para a Informação, Rui Falcão, acusou que "desde segunda - feira, a RÁDIO DESPERTAR, afecta ao partido UNITA, tem vindo a fazer apelos sucessivos à desobediência civil".

O galo negro já reagiu a esta investida do MPLA.

despertGalo negro reage e diz que há muito há uma sistemática campanha contra o partido.

Segundo Angop o Ministério da Comunicação Social (MCS) repudiou hoje a postura da Rádio Despertar, que nos seus conteúdos informativos incita a população a rebelar-se contra as instituições legalmente constituídas e democraticamente eleitas.

Num comunicado distribuído em Luanda, o MCS considera que esta postura viola os princípios constitucionalmente consagrados sobre o exercício da liberdade de imprensa, pondo em causa o processo de reconciliação nacional, a consolidação da paz e da estabilidade social que os angolanos perseguem.

Preocupado com a política editorial adoptada por aquela rádio, o MCS insta o Conselho Nacional de Comunicação Social e demais instituições encarregues de velar pela garantia do exercício da liberdade de imprensa "a agirem em conformidade, não descartando a possibilidade do recurso às instâncias judiciais do país".

O Ministério da Comunicação Social conclui o comunicado exortando "os órgãos de Comunicação Social a prestarem um serviço de interesse público no quadro da responsabilidade social e das regras ético-deontológicas, contribuindo para a consolidação da democracia e reforço da unidade e identidade nacionais".

Angola e Guiné-Bissau analisam parcerias

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ang-guineO chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas (FAA), Francisco Pereira Furtado, destacou hoje, terça-feira, em Luanda, a experiência política de Angola em oito anos de paz, relativamente à aprovação da Constituição e a formação do novo Executivo.

Francisco Pereira Furtado que discursava na abertura das conversações oficiais entre as Forças Armadas Angolanas (FAA) e as Forças Armadas da República da Guiné Bissau, frisou que durante os oito anos de paz, o governo angolano tem implementado esforços em prol do bem-estar do povo angolano, bem como a qualidade de vida. Asseverou que o Executivo angolano liderado pelo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, dedica-se à realização de inúmeras actividades, que visam a reconstrução do país e o seu desenvolvimento económico e social, bem como a estabilidade política.

"A recente aprovação da Constituição da República de Angola, promulgada a 5 de Fevereiro de 2010, instituiu o sistema presidencialista em substituição do anterior sistema semi-presidencialista", explicou. Relativamente às actividades levadas a cabo pelo Executivo angolano, afirmou que as mesmas estão direccionadas essencialmente para a reconstrução e construção nacional, inserção dos ex-militares na sociedade civil, bem como o realojamento das populações deslocadas das suas áreas de origem.   Destacou, de igual modo, a reparação e construção das vias rodoviárias e ferroviárias, o alargamento da rede escolar e cobertura sanitária do país, bem como o desenvolvimento da cultura, desporto, e outras actividades.

O chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné Bissau, Tenente-General António Indjai, chegou no dia 4 de Setembro na capital do país, onde vai cumprir uma visita de cinco dias, com vista ao reforço da cooperação no ramo militar, principalmente nos sectores da defesa e segurança que serão reformados. Durante a sua visita de cinco dias ao país, António Indjai e sua comitiva vão manter encontros com altas patentes do Estado-Maior das Forças Armadas Angolanas (FAA), responsáveis do Ministério da Defesa, assim como estão previstas visitas a algumas unidades e escolas militares. A República de Angola e a Guiné Bissau desenvolvem "excelentes" relações de cooperação, quer no quadro bilateral, quer no âmbito da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e do grupo de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), sendo as áreas de acção a política, diplomacia, defesa e segurança, educação, saúde e transportes.

EnjaiDe recordar que  Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general António Indjai, está em Luanda, para uma visita de seis dias que tem como objectivo o reforço das relações com as Forças Armadas angolanas.

Esta manhã Indjai esteve no ministério da defesa nacional onde se reuniu com o ministro Cândido Van-Dúnem. Os dois dirigentes abordaram a cooperação entre Angola e Guiné-bissau.

No entanto, uma fonte do Estado-Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau disse à Lusa que o general António Indjai veio a Luanda para discutir com o seu homólogo angolano, General Francisco Furtado, de que forma Angola poderá ajudar "com coisas concretas" a reforma das Forças Armadas guineenses.

Esta deslocação a Angola, país que tem a presidência da CPLP, decorre numa altura em que se discute o envio de uma força de estabilização para a Guiné-Bissau.

O Ministro de Estado, Carlos Feijó, disse que a vinda do Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau ao nosso país, Tenente- General António Indjai, enquadra-se num plano de acção elaborado pela Guiné-bissau e a CEDAO para a pacificação daquele país.

Ministro de Estado da Casa Civil da Presidência da República, Carlos Feijó referindo-se a visita do Tenente- General António Indjai ao nosso país.

A visita de cinco dias, visa o reforço da cooperação no ramo militar, principalmente nos sectores da defesa e segurança que serão reformados.

De acordo com o alto oficial, em declarações a imprensa a referida cooperação bilateral será levada a cabo no âmbito da reforma e renovação que as forças armadas bissau-guineense vão implementar.

A respeito, o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas da Guiné-Bissau, que encabeça uma delegação, disse que deslocou-se a Angola em busca de apoio, para se implementar alguns projectos na área da formação de quadros para que os dois referidos sectores sejam melhorados em prol da consolidação da paz naquele país africano.

Executivo paga cerca de 60% da dívida pública

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carlos_feijoO Executivo angolano pagou já cerca de 60 porcento da dívida pública que se comprometeu liquidar durante os últimos três meses.

A garantia foi dada hoje, sexta-feira, pelo ministro de Estado e Chefe da Casa Civil da Presidência da República, Carlos Feijó, na conferência de imprensa destinada a proceder ao balanço da acção do Executivo no último trimestre.

Esta cifra, que diminuiu a situação de pressão sobre o Governo em relação à dívida pública, segundo o ministro, foi alcançada graças à reorientação dos moldes de pagamento em relação ao previsto.

Neste domínio, Carlos Feijó informou que ainda há cerca de 900 milhões de dólares por pagar a algumas empresas, um atraso que corre por conta e risco dos credores, aos quais foram detectadas irregularidades procedimentais.

Segundo o governante, durante o processo foram detectadas empresas sem cadastramento ou que possuíam mais de um registo de contribuinte.

Com estas, referiu, será feito um trabalho directo para corrigir as deficiências.
"Em termos de pagamento de dívidas podemos dizer que cumprimos com os nossos objectivos pois, pelos sinais que temos, a situação de pressão iminuiu", assegurou.

Em função do programa do Governo e do que ficou acordado com os credores, aferiu que o executivo pagou a totalidade da dívida às empresas cujo valor cifrava-se até 30 milhões de dólares, entre 30 milhões até 75 milhões fixou-se um valor com cada um dos credores, e acima de 75 milhões dólares recebeu 40 porcento da mesma.

Quanto às finanças públicas, Carlos Feijó assegurou que durante os últimos meses registou-se algum progresso em matéria organizacional, procedimental e regulamentar, sobretudo nos domínios das despesas, tecnologia de informação e pagamentos.

Embora ainda não se tenham atingido os níveis pretendidos, regozijou-se com o facto de terem sido suprimidas as deficiências e desvios quanto às boas práticas em termos do exercício das finanças públicas.

Na conferência de imprensa participaram também os ministros de Estado e Chefe da Casa Militar do Presidente da República e da Coordenação  Económica, respectivamente, Helder Vieira Dias "Kopelipa" e Manuel Nunes Júnior, o titilar da pasta das Finanças, Carlos Alberto Lopes, bem como o governador do Banco Nacional de Angola, Abraão Gourgel.

P.N e bancos comerciais definem formas para conter roubos

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logoPara prevenir a onda de roubos em bancos em Luanda, o Comando Provincial de Luanda da Policia Nacional promoveu nesta terça - feira um encontro com os representantes de bancos que operam em Luanda.

O aperfeiçoamento das medidas de segurança nas agências bancárias, designadamente a qualidade de serviços prestados pelas empresas de segurança privada, o perfil e os procedimentos de actuação dos agentes de segurança privada, o perfil ideal para funcionários bancários, são alguns dos temas que dominaram o encontro.

Por outro lado, o Comando Provincial agendou para os próximos dias mais um encontro com os responsáveis das empresas de segurança privada para abordar a questão da necessidade de melhoria da qualidade dos serviços desenvolvidos, particularmente a segurança e protecção de bancos.

O encontro com os responsáveis dos bancos que decorreu nesta terça feira em Luanda foi dirigindo por Joaquim Ribeiro Comandante Provincial de Luanda da Policia Nacional.

 

 

Angola reforça cooperação com Cabo-Verde

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cabo_verde_1O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, e o Primeiro-Ministro de Cabo-Verde, José Maria das Neves, analisaram ontem, em Luanda, as perspectivas de cooperação bilateral e a situação política regional e internacional.
José Eduardo dos Santos e José Maria das Neves mantiveram um encontro em privado na sala de audiências do Palácio da Cidade Alta.

O encontro, que decorreu após as honras militares, durou cerca de uma hora. José Eduardo dos Santos ofereceu, depois, um almoço ao Primeiro-Ministro cabo-verdiano e à delegação que o acompanhou, no salão nobre do Palácio da Cidade Alta, sem troca de discursos.

O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, disse ontem, em Luanda, que abordou com o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, questões de domínio económico, turismo, petróleos e a situação da Guiné-Bissau.

Antes de deixar o país, José Maria Neves afirmou, à imprensa, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, que na vertente financeira o banco Bai já está instalado em Cabo Verde, assim como existem iniciativas na área dos combustíveis, através da parceria entre a Sonangol e a Empresa Nacional de Combustível de Cabo Verde (ENACOL).

Quanto às relações económicas empresariais, explicou que há várias empresas angolanas interessadas a investir em Cabo-Verde, nos domínios de hotelaria, turismo e indústrias vocacionadas às exportações. "Há possibilidade de desenvolvermos acordos que permitam a parcerias já existentes no domínio da agricultura e das pescas", acrescentou, para lembrar que existem empresas mistas angolanas e cabo-verdianas do sector das pescas e agricultura que, brevemente, vão ser lançadas.

José Pereira Neves disse que existe igualmente interesse dos quadros cabo-verdianos em vir trabalhar em Angola, para contribuir no desenvolvimento do país.

O primeiro-ministro cabo-verdiano indicou que há interesse do seu país em cooperar na área da construção civil e prestação de serviços. "Angola vai iniciar agora o desenvolvimento do turismo e criar as condições para ser mais competitivo tendo em conta todas potencialidades, porque Cabo Verde já arrancou neste domínio onde podemos trocar experiências", salientou o chefe do Executivo de Cabo-Verde.

A situação actual da Guiné-Bissau foi igualmente discutida na cidade alta entre o chefe de Estado angolano e o primeiro-ministro de Cabo verde. "Discutimos a questão da Guiné-Bissau, pois Angola enquanto presidente da CPLP está a contribuir para estabilização, paz e consolidação da democracia", afirmou.

De acordo com José Maria Neves, existe uma grande vontade e determinação do Presidente angolano para a solução definitiva da Guiné-Bissau, para que seja um Estado Democrático e de Direito e tenha um crescimento global. "No quadro da parceria que a CPLP tem com a Comunidade Económica dos Estados da África do Oeste (CEDAO) e com as Nações Unidas, Angola vai dar um grande contributo para a resolução dos problemas da Guine", insistiu José Maria Neves.

No Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, o primeiro-ministro Cabo-Verdiano teve um encontro de 15 minutos com o vice-presidente do MPLA, Roberto de Almeida, no quadro da parceria entre com o PAICV.   "São dois partidos que fizeram luta de libertação nacional e foi importante trocarmos impressões sobre o relacionamento entre os dois países e, sobretudo na experiência interessante de Angola na construção de novos paradigmas constitucionais que deve ser uma referência no objecto de estudo para os partidos progressista em África", explicou.

O chefe do Executivo cabo-verdiano fez-se acompanhar nesta visita de 24 horas, pelo ministro do Ambiente, José Maria Veiga, e pelo secretário de Estado para a Economia, Humberto Brito.

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