No dia 20 de Setembro de 2008 às 5:39 a ANGOP publicava uma matéria acerca do surgimento de vários institutos médios e politécnicos, onde se podia ler o seguinte:
Em Junho deste ano, três novos institutos médios politécnicos e dois centros pré - universitários, construídos pelo Governo da Província de Luanda, foram inaugurados nos municípios do Cazenga, Sambizanga, Viana, Samba e Cacuaco.
As instituições, de dois pisos cada, comportam um total de 140 salas de aulas, laboratórios, áreas administrativas, parques de estacionamento, campos polidesportivos, refeitórios, lavabos, entre outras áreas, totalmente equipados para 10 mil alunos.
Os institutos médios politécnicos estão a ministrar os cursos de máquinas e motores, energia e instalações eléctricas, construção civil e manutenção de obras, enquanto nos pré -universitários, cursos de ciências sociais, exactas e biológicas.
Porém, parece não ser este o cenário que se vive nos Institutos de Cacuaco e Cazenga. Naquelas instituições os alunos queixam-se da ausência de Bibliotecas. O seu grito de ajuda é endereçado ao governo.
O Mayama Salazar que acompanha este processo traz-nos a seguir mais dados.
Um cidadão está a acusar a equipa de médicos do hospital Américo Boavida de negligência. Segundo o referido cidadão, o comportamento dos médicos daquele hospital pôs em risco de amputação à perna do seu filho.
Os médicos admitem ter falhado mas não movem um dedo para ajudar o menino que agora poderá ver impossibilitado o seu desejo de jogar futebol com outros petizes do seu bairro.
O Adão Tiago foi chamado pelo pai do rapaz que se encontrava junto a entrada do hospital e ali mesmo entabularam uma conversa que terminou no interior do Américo Boavida.
Mais um caso eventual de negligência médica. Infelizmente o silêncio da equipa médica e do Hospital no seu todo, retira a possibilidade dos ouvintes conhecerem também a versão deles.
Como ouvimos na peça, não faltou interesse da parte da nossa equipa de reportagem. Foram feitos os contactos possíveis, que não resultaram.
Esperamos muito sinceramente que a Direcção do Hospital Américo Boavida se pronuncie para que possamos compreender bem as partes envolvidas.
Uma fábrica de óleo, que se encontra localizada no Morro Bento, está a tirar o sossego aos cidadãos que moram ao redor dela.
Para alguns o cheiro assemelha-se ao de um pneu queimado, enquanto para outros, assemelha-se ao de um esgoto.
As pessoas não o sabem descrever perfeitamente.
A única coisa que elas conseguem descrever é que o cheiro é activo e muito desagradável.
Devido a localização da fábrica, alguns moradores correm risco de intoxicação efectiva. Sintomas como dor de cabeça, náuseas e mal-estar geral são frequentes no seio daquela população.
Embora reconhecendo que a fábrica representa uma vantagem significativa para a nossa economia, os moradores clamam por uma solução urgente, que seria a transferência da fábrica para um lugar distante da população.
O 100 Dúvidas promete continuar no rasto desta matéria e quando surgirem outros dados, vamos certamente informar aos nossos ouvintes.
As edições do programa 100 Dúvidas, neste primeiro ano de existência, não foram apenas marcadas pela contribuição dos nossos repórteres na resolução de alguns problemas, foram também marcadas pelas dificuldades que a própria equipa de produção encontrou na abertura das fontes oficiais.
Por isso, com o propósito de melhorar o acesso às fontes oficiais, promovendo também o diálogo entre a comunidade, as autoridades e os gestores de Luanda, a Rádio Ecclésia em parceria com a BBC World Service Trust está a realizar um ciclo de formação aos funcionários dos centros de documentação e informação das administrações Municipais.
Este processo começou no Município do Cazenga.
Depois do Cazenga a equipa de formação esteve no Município de Viana.
Três cidadãos, antigos funcionários da Administração do Rangel, denunciaram a equipa do 100 Dúvidas que estão já há mais de seis meses sem salário.
Os referidos cidadãos que faziam o serviço de protecção civil, dizem-se agastados com a situação. Porém, parece que uma luz começa a acender-se no fundo do túnel.
O chefe do executivo local diz que a crise financeira é o motivo principal deste atraso mas promete resolver a situação ainda esta semana.
A Esperança Gaspar traz mais pormenores na rubrica "A VOZ DO CIDADÃO".
Congresso do Sindicato dos Jornalistas Angolanos e os novos desafios da imprensa: Que expectativas e saídas?
Está aberta a campanha para a liderança do sindicato dos jornalistas angolanos, uma das mais representativas organizações socioprofissional dos fazedores de jornalismo em Angola.
A tão adiada e ao mesmo tempo esperada, quarta assembleia-geral do sindicato prevista para os dias 13 e 14 deste mês, pode configurar um novo rumo na organização, num momento de grandes desafios para a comunicação social angolana.
Nos termos rigorosos dos estatutos, uma assembleia-geral devia ter lugar há dois anos, tendo em conta que a última aconteceu de 15-17 de Novembro de 2004.
A média estatal, busca sair do “colete-de-forças” em que se vê mergulhada, para se afirmar cada vez mais publica, apesar das resistências
A imprensa privada que ainda vai resistindo, procura sair do foco em que se encontro, do aperto financeiro, da falta de publicidade e dos ditames dos endinheirados patrões que num ápice ergueram barricadas de controlo dos conteúdos, especialmente aqueles críticos da situação e dos seus agentes directos ou indirectos.
Há agora, de facto, o risco do desemprego para os colegas que não aceitarem a linha editorial dos novos patrões que compram os semanários.
A preocupação quanto a sobrevivência de alguns órgãos é tanta, que confrades brasileiros lançaram recados a navegação sobre a necessidade de haver liberdade de imprensa, pouca pressão entre outros assuntos.
Na busca de temas relevantes para a discussão, para alem da questão da eleição de um novo corpo directivo, sabemos que a Comissão Deontológica entendeu submeter à deliberação do fórum magno um conjunto de assuntos: a polémica das entrevistas imaginárias (entre a factualidade e a criatividade); a noção da confraternidade; a questão dos ‘comités de especialidade’; o vírus da promiscuidade; o poder do Conselho nacional da comunicação social.
Salta a vista que o sindicalismo angolano, na sua generalidade, parece sofrer da apatia, o que não deixa de afectar os jornalistas. Seria uma falta impressão?
Quanto ao congresso propriamente dito, este é maçado por muita expectativas. Em que pé está a preparação? No plano dos delegados? Da sua acomodação? Do local das reuniões? Da sustentação financeira e outros suportes materiais?
Congresso do Sindicato dos Jornalistas Angolanos e os novos desafios da imprensa: Que expectativas e saídas?