Quando vemos uma obra parada, inacabada ou mesmo quando os nossos dirigentes prometem realizar determinada actividade e depois de passado o tempo não se efectiva, costumamos fazer perguntas a nós mesmos sobre o que estará a acontecer.
Nalguns casos procuramos justificações de forma pouco esclarecida e quase sempre acabamos por especular. E isso porquê?
Os nossos gestores não se cansam de anunciar prazos nos arranques, entrega de obras, início de grandes campanhas ou projectos mas não se preocupam em dar explicação quando estes prazos não são cumpridos.
O 100 DUVIDAS, em nome do serviço público, procura marcar e relembrar estes prazos.
Desta vez não será o relembrar do início ou entrega de uma obra mas sim de um caso muito complexo sobre saúde.
Este caso envolve uma grande parte da sociedade luandense.
Certamente se recorda de uma matéria divulgada numa das nossas edições acerca de águas contaminadas que jorravam das torneiras na Vila Alice? Na referida matéria ouvimos relatos acerca de pessoas que ao serem contaminadas contraíram doenças, algumas inclusive tiveram que internar em hospitais.
Pois bem, quando as propensões indicavam a resolução do mesmo problema eis quea situação não melhorou e para aumentar a agonia dos moradores as instituições que deveriam buscar solução para o caso entraram num litígio aparente.
Enquanto persiste o braço de ferro entre a ELISAL e a EPAL, os moradores do bairro da Vila Alice continuam expostos a vários riscos de contaminação.
Os moradores da Vila Alice, aguardam por uma solução imediata devido ao facto de muitas crianças consumirem a água que jorra das torneiras, se não haver um controlo dos adultos elas podem pôr em perigo as suas vidas.
A ELISAL descarta qualquer responsabilidade ao passo que a EPAL insiste em considerar que uma possível infiltração da água dos esgotos nas condutas de água potável será o principal causador deste dilema.
A distribuição de água potável é uma preocupação dos governos ao redor do mundo. No nosso país várias somas de dinheiro têm sido disponibilizados para que se concretize este objectivo.
Moradores do Cazenga reclamam do consumo de água imprópria.Depois da Vila Alice, Sambizanga, água volta aparecer contaminada em Luanda.
Água contaminada volta a preocupar Luandenses, desta vez a denuncia vem do município do Cazenga.A cerca de um mês que os populares deste município consomem água imprópria.
Congresso do Sindicato dos Jornalistas Angolanos e os novos desafios da imprensa: Que expectativas e saídas?
Está aberta a campanha para a liderança do sindicato dos jornalistas angolanos, uma das mais representativas organizações socioprofissional dos fazedores de jornalismo em Angola.
A tão adiada e ao mesmo tempo esperada, quarta assembleia-geral do sindicato prevista para os dias 13 e 14 deste mês, pode configurar um novo rumo na organização, num momento de grandes desafios para a comunicação social angolana.
Nos termos rigorosos dos estatutos, uma assembleia-geral devia ter lugar há dois anos, tendo em conta que a última aconteceu de 15-17 de Novembro de 2004.
A média estatal, busca sair do “colete-de-forças” em que se vê mergulhada, para se afirmar cada vez mais publica, apesar das resistências
A imprensa privada que ainda vai resistindo, procura sair do foco em que se encontro, do aperto financeiro, da falta de publicidade e dos ditames dos endinheirados patrões que num ápice ergueram barricadas de controlo dos conteúdos, especialmente aqueles críticos da situação e dos seus agentes directos ou indirectos.
Há agora, de facto, o risco do desemprego para os colegas que não aceitarem a linha editorial dos novos patrões que compram os semanários.
A preocupação quanto a sobrevivência de alguns órgãos é tanta, que confrades brasileiros lançaram recados a navegação sobre a necessidade de haver liberdade de imprensa, pouca pressão entre outros assuntos.
Na busca de temas relevantes para a discussão, para alem da questão da eleição de um novo corpo directivo, sabemos que a Comissão Deontológica entendeu submeter à deliberação do fórum magno um conjunto de assuntos: a polémica das entrevistas imaginárias (entre a factualidade e a criatividade); a noção da confraternidade; a questão dos ‘comités de especialidade’; o vírus da promiscuidade; o poder do Conselho nacional da comunicação social.
Salta a vista que o sindicalismo angolano, na sua generalidade, parece sofrer da apatia, o que não deixa de afectar os jornalistas. Seria uma falta impressão?
Quanto ao congresso propriamente dito, este é maçado por muita expectativas. Em que pé está a preparação? No plano dos delegados? Da sua acomodação? Do local das reuniões? Da sustentação financeira e outros suportes materiais?
Congresso do Sindicato dos Jornalistas Angolanos e os novos desafios da imprensa: Que expectativas e saídas?