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Massacre de Las Vegas relança debate sobre as armas nos EUA

Quarta, 04 Outubro 2017  vanda de carvalho

As matanças repetem-se. O massacre de Las Vegas voltou a inspirar o debate sobre a livre circulação de armas nos Estados Unidos. Nas redes sociais as mensagens sucedem-se:

Barack Obama reagiu num tweet dizendo: “Michelle e eu rezamos pelas vítimas de Las Vegas. Os nossos pensamentos vão as respectivas famílias e de todos os que que passam por mais uma tragédia sem sentido.

Por seu lado, Hillary Clinton escreveu: “O nosso sofrimento não é suficiente. Podemos e devemos colocar a política de lado, enfrentar a NRA e trabalhar juntos para tentar impedir que isto aconteça de novo”.

De Donald Trump nem uma palavra. A secretária da Casa Branca para a imprensa, Sarah Huckabee Sanders, iludiu a questão: “É muito fácil para a senhora Clinton criticar. Acho que temos que nos lembrar que a única pessoa com sangue nas mãos é o atacante. E não é o momento de confrontarmos indivíduos ou organizações”.

De recordar que o atacante tinha 64 anos e vivia num complexo para pensionistas no estado do Nevada.

Nascido e criado nos Estados Unidos, Stephen Paddock tinha 64 anos e era reformado. Vivia num complexo para pensionistas no estado Nevada, que incluía um campo de golf e um campo de ténis.

Tinha licença de piloto de aviões privados e era um ávido frequentador dos casinos de Las Vegas. Um perfil que de forma alguma deixaria adivinhar que seria capaz de cometer aquele que é descrito pelos media dos Estados Unidos como o maior massacre do género na História do país.

No ataque morreram 59 pessoas e 515 ficaram feridas quando Stephen Paddock abriu fogo sobre uma multidão que assistia a um concerto de música country, no Strip – a famosa avenida onde se localiza a maioria dos casinos em Las Vegas, nos Estados Unidos. Foi do 32.º andar do Mandalay Bay Hotel and Casino - um dos mais célebres da cidade norte-americana -,que Paddock atirou, sem qualquer critério, sobre 20.000 espectadores no passado domingo. 

Ter-se-á depois suicidado no quarto do hotel antes da chegada da polícia. Apesar dos jiadistas do autoproclamado Estado Islâmico ou Daesh (sigla em língua árabe) terem reclamado responsabilidades no massacre, o FBI diz que Paddock não tem qualquer ligação a redes extremistas internacionais.