ONU segue atentamente o desenrolar do conflicto na Guiné Bissau

afp_guinea_bissau_sanha_210_26Jul09O Conselho de Segurança da ONU já fez saber vai "seguir atentamente" os próximos desenvolvimentos na Guiné-Bissau e admite a necessidade de um "repensar fundamental da estratégia" de segurança deste país áfricano de língua oficial portuguesa.

"É fácil dizer que a reforma do sector de segurança é chave para o sucesso da construção da paz. Mas o que se quer dizer com isso? Estamos mesmo no caminho certo? Foram algumas das questões do Presidente do Conselho de Segurança das Nações, em Nova Iorque, o diplomata japonês Yukio Takasu.


"Não é a primeira vez que os militares tentam alterar a ordem governamental pela força. (...) Não chega dizer que a estratégia de segurança é importante. Este é um assunto a ser levado a diversas instituições, incluindo a Comissão para Construção da Paz" da ONU, afirmou o presidente da representação japonesa junto das Nações Unidas.


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Analista do IPRIS, Instituto Português de relações Internacionais e Segurança, Paulo Gorjão numa gentileza da Voz da Alemanha.

O antigo chefe de Estado-Maior da Armada, José Américo Bubo Na Tchuto, e o actual vice-chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, major-general António Indjai, protagonizaram quinta-feira última uma intervenção militar, que conduziu à detenção do primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior e do CEMGFA, tenente-general Zamora Induta.